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Uma pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8) indica que 81% dos entrevistados acreditam que o Brasil saiu mais dividido das eleições de 2026, que renderam ao presidente Lula (PT) um quarto mandato. No final de 2022, às vésperas da troca de mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para Lula, o patamar era maior, de 89%.
Por outro lado, 15% acreditam que o Brasil saiu mais unido do pleito. Em dezembro de 2022, eram 8%. Outros 4% não souberam ou não responderam.
A Quaest também perguntou sobre o sentimento em relação ao futuro do Brasil. Sobre isso, 48% se disseram preocupados e 44% se disseram otimistas, um empate pela margem de erro. Não souberam ou não responderam somam 8%.
Na série histórica, temos números maiores no passado. Em outubro de 2022, logo após a vitória de Lula contra Bolsonaro, 57% se diziam preocupados e 38% otimistas. Em dezembro, 54% estavam preocupados e 41% otimistas. Nas duas pesquisas, 5% não souberam ou não responderam.
Apesar disso, 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo, enquanto 4% torcem por um governo ruim e 2% não souberam ou não responderam.
Entre os otimistas, há uma prevalência em temas como democracia (20%), programas sociais (17%) e regulação de redes sociais e bets (16%). Já entre os preocupados, as menções se concentram em temas como economia, gastos, dívida pública e juros (27%), segurança pública (17%), corrupção (12%) e governabilidade (12%).
Os entrevistadores também perguntaram sobre quais promessas de campanha deveriam ser prioridade no novo mandato de Lula. A maior parte das respostas se concentrou no fim da escala 6x1 (17%), imposto zero na cesta básica (16%), valorização do salário mínimo (11%) e pacto contra o feminicídio (10%).
Houve ainda uma pergunta sobre o sentimento ao saber da reeleição de Lula:
- Alegria: 18%;
- Alívio: 14%;
- Esperança: 12%;
- Decepção: 10%;
- Confiança: 8%;
- Preocupação: 8%;
- Indiferença: 6%;
- Revolta: 6%;
- Tristeza: 5%;
- Insegurança: 5%;
- Raiva: 2%;
- Medo: 2%;
- Ansiedade: 1%;
- Outros sentimentos: 1%;
- Não souberam ou não responderam: 1%.
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Flávio Bolsonaro
Em outra frente, o levantamento questionou a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o resultado das eleições. Intimado a entregar seus passaportes, o filho mais velho de Bolsonaro saiu do país e foi para Miami. Após a chegada, divulgou uma carta questionando o resultado das urnas.
No levantamento, 29% consideram que Flávio acertou ao ir para os Estados Unidos, enquanto 62% viram como errada e 9% não souberam ou não responderam.
Sobre a motivação, 54% dizem que Flávio deixou o Brasil para fugir da Justiça. Por outro lado, 35% acreditam que o senador viajou para se proteger de uma perseguição política. Outros 2% não acreditam em nenhuma das duas hipóteses, e 7% não souberam ou não responderam.
Em relação ao questionamento do resultado das eleições, o levantamento mostra que a desaprovação diminuiu em relação ao questionamento feito por Bolsonaro nas eleições de 2022. À época, 61% desaprovavam e 34% aprovavam, enquanto 5% não souberam ou não responderam. Agora, 59% desaprovam e 34% aprovam, enquanto 7% não sabem ou não responderam.
Sobre a percepção em si dos resultados, 61% acreditam que as eleições foram limpas e justas. Em dezembro de 2022, o patamar era maior, de 64%. Do outro lado, 30% acreditam que as eleições foram fraudadas, e em 2022 eram 29%. Não souberam ou não responderam eram 7% em 2022 e 9% agora. Os comparativos estão todos estáveis se considerada a margem de erro.
Metodologia
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.




