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Avaliação do governo

Desaprovação de Lula atinge patamar inédito para tentativa à reeleição, diz Quaest

Lula
Aumento da aprovação coincide com crescimento da preocupação da população com a corrupção. (Foto: André Coelho/EFE)

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A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue acima da aprovação num patamar inédito para uma tentativa à reeleição de acordo com a nova rodada da pesquisa Quaest de intenção de voto divulgada nesta segunda-feira (14). Pela segunda semana seguida, 50% dos entrevistados desaprovam o petista, enquanto que 43% aprovam.

Pelo menos desde meados de junho de 2025 a desaprovação a Lula vem oscilando em um patamar maior que a aprovação, tendo ficado abaixo apenas nos meses de julho e agosto de 2026. Após o início oficial da campanha eleitoral, a avaliação negativa voltou a subir.

“É inédito um incumbente que busca a reeleição e não consegue melhorar sua aprovação durante a campanha. E isso tem feito a diferença”, afirmou Felipe Nunes, CEO da Quaest.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03607/2026.

Veja abaixo como foi a evolução da avaliação do governo desde junho do ano passado, segundo a Quaest:

Na avaliação detalhada do governo, 38% dos entrevistados consideram este terceiro mandato de Lula como negativo, 32% como positivo, 27% como regular e 3% não souberam ou não responderam:

  • Negativo: 38%, mesmo patamar registrado há uma semana;
  • Positivo: 32%, ante 34%;
  • Regular: 27%, ante 25%;
  • Não soube ou não respondeu: 3% nas duas pesquisas.

Segundo a Quaest, o crescimento da avaliação negativa acompanhou o aumento da preocupação da população com a corrupção, que passou de 14% para 22% em duas semanas. Isso ocorre em meio ao agravamento da crise do Banco Master que atingiu pessoas ligadas ou aliadas ao governo, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria mantido diálogos frequentes com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Além do magistrado do STF, o senador governista Jaques Wagner (PT-BA) também foi tragado para a crise após a Polícia Federal apontar ligação com o empresário através de um ex-sócio do Banco Master. O parlamentar teria recebido vantagens financeiras para articular interesses de Vorcaro no Congresso.

Também passou a pesar contra Lula a suspeita de envolvimento do seu filho, o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, com o roubo bilionário de aposentados e pensionistas do INSS. Ele teria mantido negócios com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e a empresária e também lobista Roberta Luchsinger.

Lula, no entanto, tenta se justificar afirmando que essas fraudes foram descobertas durante o seu governo e que todos os envolvidos devem ser investigados e julgados, inclusive o filho.

Além da corrupção, a Quaest aponta outras preocupações dos brasileiros a menos de um mês do primeiro turno da eleição de outubro:

  • Violência: 31%;
  • Corrupção: 22%;
  • Economia: 19%;
  • Saúde: 10%;
  • Problemas sociais: 9%;
  • Educação: 7%.

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