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Depoimento

Vorcaro afirma a Mendonça que quer delatar integrantes do governo Lula, diz jornal

Vorcaro afirma a Mendonça que quer delatar integrantes do governo Lula, diz jornal
Vorcaro prestou depoimento ao gabinete de Mendonça na semana passada. (Foto: reprodução/Youtube Esfera Brasil)

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Em depoimento prestado na semana passada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Daniel Vorcaro afirmou ter interesse em fechar um acordo de delação premiada envolvendo integrantes do "atual governo" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além disso, o dono do Banco Master citou uma suposta relação com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. As informações e os detalhes do interrogatório, mantido sob sigilo, foram revelados nesta quarta-feira (2) pelo blog do Fausto Macedo, no jornal O Estado de S. Paulo.

“Toda a minha colaboração, ela, no que tange a pessoas, são pessoas do núcleo do atual governo, que eu acabei fazendo relação para me proteger dos ataques que eu estava sofrendo. E aí, nesses momentos, teve uns casos que foram cruzadas linhas de moralidade, linhas de ilicitude, que esses eu pretendia relatar”, teria afirmado Vorcaro. 

O empresário teria dito que os delegados da PF travaram as negociações do acordo de delação para impedir menções e blindar Rodrigues. A PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitaram duas propostas de colaboração do banqueiro. 

Vorcaro também teria relato que viajou com Rodrigues para eventos realizados ao início das apurações da Operação Compliance Zero. Contudo, o empresário não apresentou nenhuma prova das acusações, tampouco detalhou quem teria custeado as viagens.

Segundo a reportagem do Estadão, interlocutores do chefe da PF negam qualquer relação próxima com o dono do Banco Master e afirmam que ele participou de apenas um evento patrocinado pela instituição financeira em Londres.

Nesta quarta (2), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que Vorcaro não apresentou provas para fundamentar suas acusações contra os investigadores e defendeu o arquivamento da oitiva.

"Do exame acurado dos termos da oitiva prestada, constata-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas", afirmou o procurador-geral.

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