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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Eleições

Sua escolha no domingo tem efeitos que duram muito mais que quatro anos

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Entre a continuação de tudo que há de pior e a chance de mudança, a escolha deveria ser óbvia. (Foto: André Borges/EFE (Lula) e Sebastião Moreira/EFE (Flávio))

No domingo é importante exercermos o direito e a obrigação do voto, não deixar que os outros decidam por nós. Está em jogo não só o próximo quadriênio, porque os efeitos das escolhas de agora se tornam duradouros. Por exemplo, o Brasil tem quase R$ 11 trilhões em dívida pública, paga mais de R$ 1 trilhão por ano em juros, é como jogar fora duas Petrobras a cada ano. Por quê? Porque o governo gasta demais e não consegue cobrar tudo em impostos, porque do contrário as pessoas param de pagar.

A Curva de Laffer mostra que, quando a tributação chega a certo ponto, as pessoas preferem deixar de produzir, ou então começam a sonegar. Então, o governo tem de tomar dinheiro emprestado: vende papéis e tem de pagar juros; como o governo gasta muito, só consegue vender seus papéis se oferecer juros altos. E assim os juros sobem para todos. As empresas que dão emprego estão cobertas até o pescoço não só em pagamento de juros, mas também em tributos altíssimos.

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Dei esse exemplo para sabermos o quanto é importante o nosso voto. Ainda há indecisos, pessoas pensando em votar em branco, anular, ou nem ir votar. Eu acho que todos deveriam votar. Minha mãe, que passou dos 100 anos, votou sempre e me ensinou a ter essa consciência de que nós, por meio do voto, somos a origem do poder que conferimos a um presidente da República, a um deputado, a um senador, a um vereador.

História de abrir sigilo é só golpe publicitário de Lula 

Daqui a pouco – estou gravando no começo da noite de quinta-feira – deve começar o debate na Globo. Agora que Flávio Bolsonaro abriu também o seu sigilo, Lula disse que é preciso também abrir o sigilo de Willer Tomaz, que tem uma empresa na Ilha da Madeira. Ele está procurando um pretexto para não ir, então; a pessoa pode ser amiga de Flávio, mas Flávio não tem o poder de abrir o sigilo do amigo, assim como Lula também não pode abrir o sigilo nem da Janja, nem dos filhos dele. É um golpe publicitário essa história de sigilo.

Assim como essa história de milícias também é fake news. Flávio cansou de dizer que, a pedido de Donald Trump, vai considerar terroristas as milícias, o Comando Vermelho, o PCC, a Família do Norte e não sei mais quem. Serão tratados como terroristas pelo Brasil e pelos países que fazem parte do escudo de proteção contra a bandidagem e o narcoterrorismo.

Vão falar em milícia na casa de governo petista? Pois vamos puxar um pouco pela memória. O primeiro escândalo dos governos do PT apareceu já no primeiro ano, com a loteria do Rio de Janeiro. Waldomiro Diniz ficava hospedado no mesmo hotel que eu em Brasília; quando nos encontrávamos no elevador, ele baixava a cabeça, envergonhado. Diniz era braço direito de José Dirceu, que perdeu o mandato por causa do escândalo dos Correios; depois vieram o mensalão, os aloprados que faziam dossiês, e o petrolão, desmontado pela Lava Jato. O último foi o do INSS, quando tiraram mais de R$ 6 bilhões de 3 milhões a 4 milhões de aposentados, descontando um pouco de cada um. Foi o que fizeram nesse último governo, caiu presidente do INSS, caiu ministro da Previdência.

Flávio coloca multidão nas ruas em capitais do Nordeste 

Eu vi as imagens da multidão que a campanha de Flávio e Nikolas Ferreira puseram nas ruas e fiquei impressionado. Não esperava ver algo assim em cidades como Fortaleza, São Luís e Natal. Um dos objetivos estratégicos da campanha de Flávio é diminuir a vantagem de Lula no Nordeste, e acho que isso pode fazer diferença, sim, no resultado final.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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