Publicidade
Gustavo Maultasch

Gustavo Maultasch

Terrorismo

Israel, o Ocidente, e o 7 de outubro após três anos

Pessoas participam em Berlim, Alemanha, de evento alusivo ao terceiro aniversário dos ataques do Hamas em de 7 de outubro contra Israel. (Foto: EFE/EPA/FILIP SINGER)

Ouça este conteúdo

Hoje faz três anos da guerra iniciada no dia 7 de outubro de 2023. Nessa data, terroristas do Hamas e outras organizações palestinas baseadas na Faixa de Gaza invadiram o território de Israel e assassinaram, estupraram e sequestraram civis israelenses. Eles atacaram pessoas inocentes fora de qualquer situação de combate, como jovens num festival de música eletrônica e moradores de comunidades próximas à fronteira.

Nesse massacre vil e covarde, cerca de 1.200 pessoas morreram e 250 pessoas foram sequestradas, incluindo idosos e crianças. Foi o maior assassinato de judeus desde o Holocausto.

Além da vileza do ataque em si, um dos seus aspectos mais nefastos e abjetos refere-se ao espírito exultante, em júbilo, com que os terroristas executavam os seus atos. Alguns usavam câmeras para gravar a ação, demonstrando que aquilo era de fato algo que queriam divulgar; era-lhes uma honra poder assassinar judeus. Um deles chegou a telefonar para o pai em meio à barbárie e, tomado por uma euforia sádica, contou-lhe com orgulho que havia assassinado dez judeus.

Nada trará de volta a vida das vítimas do 7 de outubro, mas a volta dos reféns e o desmantelamento do terrorismo justificam a ação de Israel, com a qual as nações ocidentais têm muito a aprender

Em resposta a isso, Israel lançou-se em uma campanha militar para recuperar os reféns e para destruir o Hamas. Outros grupos, também apoiados pelo Irã, entraram na guerra logo em seguida, como o Hezbollah, baseado no Líbano, assim como os Houthis, desde o Iêmen. Em 2024, o Irã atacou diretamente Israel, e desde então a guerra tem-se escalado para confrontos diretos entre Israel e Estados Unidos, de um lado, e o Irã e sua rede, de outro.

Logo após a consternação inicial do 7 de outubro, no entanto, israelenses e judeus de todo mundo logo sofreram um golpe moral no dia 8 de outubro: mesmo diante das imagens e das evidências horrendas do massacre, muitas pessoas no Ocidente acharam por bem defender o Hamas e a Palestina. Mesmo antes de qualquer reação por parte de Israel, muitos se apressaram em dizer que estavam com os palestinos, com a “resistência” palestina, com a “palestina livre” e assim por diante.

Muitos se mobilizaram para acusar judeus de causar a sua própria perseguição, arrancaram cartazes em memória e honra das vítimas e dos sequestrados e, quando Israel finalmente se organizou para se defender, correram para exigir o “cessar-fogo imediato”, o que obviamente era apenas um pretexto para tornar o Hamas vitorioso e concluir a derrota militar e moral da sociedade israelense.

Veja-se que a moralidade do conflito é bastante óbvia: o grupo terrorista que invadiu o vizinho é o lado errado, e ele precisa ser derrotado. Se eles se escondem em meio a inocentes e estes são mortos durante o conflito, isso é de exclusiva responsabilidade de quem deu início ao conflito e se escondeu em meio a inocentes. Essa é a análise que qualquer pessoa com uma bússola moral minimamente funcional faria.

Mas as nações ocidentais, muitas delas dominadas pela hegemonia progressista, parecem ser incapazes de proceder com esse juízo moral. Elas não conseguem mais raciocinar em termos de ação, reação, legítima defesa, guerra justa e obrigatória, e assim por diante. A única coisa que sabem fazer é bater o olho em qualquer situação, dividir os envolvidos em dois grupos, e se perguntar: qual dos grupos tem mais o jeitão de oprimido e de estar do lado da esquerda? E é assim que eles se colocam como apoiadores do Hamas e do Irã, ainda que sejam eles os grandes culpados de toda essa guerra.

Mesmo quando reconhecem que “veja bem, Israel tem o direito de se defender”, eles o fazem com o vocabulário errado; Israel não tem o direito, mas sim o dever de se defender. A função precípua de um Estado nacional é defender os seus cidadãos; nenhum estado pode testemunhar um massacre de sua população e lucubrar sobre a adequação ou não de uma resposta. Nesse caso, a guerra é justa e obrigatória. Nada trará de volta a vida das vítimas do 7 de outubro, mas a volta dos reféns e o desmantelamento do terrorismo justificam a ação de Israel, com a qual as nações ocidentais têm muito a aprender.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.