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É de enlouquecer... De um lado, temos Lula, cujo partido vai completar 18 anos no poder, dos últimos 23. Seu terceiro mandato é um descalabro total. Para onde quer que se olhe só se vê desgraça. Economia quebrada, criminalidade em alta, corrupção à toda, tirania implementada com os “companheiros” do Supremo. Sua campanha, como sempre, é puro populismo, pura demagogia, é um sem-fim de mentiras, trapaças, fraudes e violação das leis. Esse sujeito sempre esteve ligado a ditadores pelo mundo. Ele próprio não se envergonhou de relativizar o conceito de democracia e ainda se sente à vontade para defender censura e perseguição aos seus adversários. É um desagregador contumaz, um intolerante, um ser vingativo, que não quer “ferrar” apenas o juiz que o condenou em primeira instância, mas todo o povo brasileiro... O que ele fez nesta terceira passagem pelo Planalto, somado a tudo o que fez no passado, deveria sepultá-lo de vez politicamente. E tudo indica que estamos perto disso.
Do outro lado, temos Flávio Bolsonaro, um candidato com uma proposta inescapável: implementar ajuste fiscal e contenção de gastos. Esse é apenas o primeiro passo numa caminhada para dar jeito em tudo o que Lula simplesmente destruiu. O candidato do PL vai poder dizer, sim, que recebeu uma herança maldita, sem que isso soe como aquela desculpa esfarrapada tantas vezes repetida pelo petista. O que Lula está deixando – tudo indica que não para si próprio – é uma bomba de efeito devastador.
A imprensa chega ao ponto de dizer que Lula representa o atraso, que faz tudo errado, mas que é melhor ficar com ele
O mundo real está com Flávio, e o brasileiro entendeu isso. Nenhum país vai sobreviver se gastar mais do que arrecada, se gastar muito e gastar mal. Nenhum país vai combater a criminalidade, se, nitidamente, o governo protege bandidos, agindo como seu cúmplice. Nenhum país vai combater a corrupção, se o governo, historicamente, está sempre envolvido nisso... E Flávio sempre se opôs aos abusos, arbítrios e ilegalidades praticados por ministros do Supremo. Ele sempre lutou contra a tirania que começou no Judiciário e encontrou no Lula um cúmplice de ocasião.
Não importa, a imprensa chega ao ponto de dizer que Lula representa o atraso, que faz tudo errado, mas que é melhor ficar com ele. Para justificar algo tão absurdo assim, trabalha para colar em Flávio a imagem de alguém que “nunca se desligou do projeto autocrata do pai e que vai ter muito mais capacidade de implementá-lo e minar as instituições por dentro”. Flávio vira extremista, fascista, golpista... E toda essa baboseira é despejada sem que haja fatos para expor. Nenhum jornalista que aposta nessa campanha é capaz de citar um movimento sequer dos conservadores que indique a defesa de uma ditadura. É o oposto disso.
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A imprensa sabe muito bem quem são os bandidos e os mocinhos no Brasil, mas quer inverter os papéis. Sabe muito bem quem são os tiranos e aqueles que os combatem. Sabe quem deu golpe e quem é vítima disso. Seus crimes, como os cometidos por Lula, Moraes e Gilmar, para citar apenas alguns dos vilões, precisam ter punição. Aos jornalistas que abandonaram seu ofício e aos nefastos integrantes da aliança entre STF e PT, o que podemos dizer é: sem anistia!
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Luís Ernesto Lacombe é jornalista há 38 anos. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do Brasil. Recebeu o Troféu Imprensa e, por duas vezes, o Prêmio Comunique-se. Hoje, produz conteúdos diários para suas redes sociais, que reúnem quase 10 milhões de pessoas. É autor best-seller, com cinco livros publicados, de gêneros variados: poesia, literatura infantil, romance e crônica. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



