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Tenho falado constantemente dos dois temas que devem ocupar a campanha presidencial este ano. E não é difícil identificá-los: economia e segurança pública. Diante disso, é difícil aceitar que os brasileiros se entreguem a um candidato cujo partido ocupou o Palácio do Planalto por 18 anos, desde 2003, e que, nesse período, nada no país, em nenhuma área, tenha realmente melhorado... Principalmente, nessas duas questões principais que citei. Seria um caso de insanidade coletiva. Seria muita gente acreditando que as mesmas fórmulas que sempre deram errado – em todos os lugares do mundo, em todas as épocas – de repente passarão a funcionar, a dar resultado diferente.
Quem, em sã consciência, pode acreditar que o PT quer realmente combater a criminalidade? Se até hoje isso não foi feito pelo partido, por que agora alguém deve crer que tudo vai mudar? Não bastam os discursos do Lula em defesa de criminosos? Os sequestradores do empresário Abílio Diniz, o terrorista Cesare Battisti, os ladrões de celulares, os receptadores de celulares roubados ou furtados... É só verificar como o PT votou no Legislativo em tudo o que se propunha a endurecer a pena de bandidos, a diminuir os benefícios deles... O partido foi contra. E, além disso, seus integrantes têm o costume de atacar a polícia, as forças de segurança. E, além disso, Lula faz questão de se opor à ajuda dos Estados Unidos no combate a facções criminosas, com um discurso eleitoreiro, de diretório acadêmico.
Difícil aceitar que os brasileiros se entreguem a um candidato cujo partido ocupou o Planalto por 18 anos, desde 2003, e que, nesse período, nada no país tenha realmente melhorado
Sobre crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, como acreditar que o PT vai um dia se empenhar no combate a tudo isso? Estão aí os envolvidos no mensalão e no petrolão... Está aí o próprio Lula, aos 80 anos, um condenado em todas as instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro liberado pelos companheiros no Supremo. E, claro, o Lulinha, de novo alvo de suspeitas gravíssimas. Até a Vera Magalhães não teve como disfarçar a situação e disse: “É incrível a capacidade do PT de repetir episódios graves do passado que ajudaram a pavimentar a rejeição ao partido nas últimas eleições”.
Por fim, a economia. Não, não é apenas uma “sensação”; o Brasil está à beira de um precipício. Com Lula no poder, o Estado gasta muito e gasta mal. A situação é tão grave que o economista Walter Maciel afirmou que qualquer um que assumir o Planalto em 2027 terá de fazer ajustes, ou será afastado da Presidência por impeachment. E vem o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dizer que, num eventual quarto mandato de Lula, serão adotadas medidas de controle de gastos, de maior contenção fiscal... Tudo o que o petista não fez até agora, muito menos neste ano eleitoral. E a ordem de Lula, claro, é não dar detalhes sobre nada, como forma de sustentar a farsa... Cabe aos brasileiros entender que não há transformação possível para o petista, ninguém pode acreditar nisso.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Luís Ernesto Lacombe é jornalista há 37 anos. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do Brasil. Recebeu o Troféu Imprensa e, por duas vezes, o Prêmio Comunique-se. Hoje, comanda a Revista Timeline e produz conteúdo para suas redes sociais, que reúnem quase 10 milhões de pessoas. É autor best-seller, com cinco livros publicados, de gêneros variados: poesia, literatura, romance e crônica. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



