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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), terminou esta segunda-feira (4) em alta de quase 8%, acima dos 206 mil pontos pela primeira vez na história. O resultado é reflexo do bom humor do mercado financeiro após o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficar à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais.
O Ibovespa encerrou em alta de 7,70%, a 206.911,89 pontos, marcando um novo recorde nominal e a maior alta diária desde 2020. Na máxima do pregão, a bolsa chegou a 209.606 pontos, com alta de quase 9%. O volume financeiro negociado atingiu R$102,7 bilhões.
O dólar comercial terminou o dia em queda de 4,12%, cotado a R$ 5,001 na venda. Flávio ficou à frente de Lula no primeiro turno, com 47,03% (56.104.503 votos), enquanto o petista teve 45,16% (53.879.538 votos).
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Os investidores começam a se ajustar à possibilidade de mudança no governo federal e, consequentemente, na economia brasileira. Para o mercado financeiro, um governo liderado por Flávio tem mais chances de realizar ajustes fiscais.
Já Lula é visto com desconfiança, percepção ampliada com o pacote de benesses adotado antes do primeiro turno, que incluiu o aumento dos valores do Bolsa Família, com impacto estimado em R$ 5,8 bilhões. O governo tambémd eve deixar de receber R$ 1,5 bilhão em receitas com o fim das bets.
A dívida bruta brasileira atingiu a marca de 82,9% do PIB, com a avaliação de que as regras atuais do arcabouço fiscal não têm sido suficientes para estancar esse avanço.
Dólar tem maior queda diária desde 2018
A queda do dólar foi a maior registrada desde junho de 2018. A moeda amaericnaa oscilou entre R$ 4,953 e R$ 5,008, fechando em R$ 5,001. Durante o pregão, o real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar entre as moedas mais negociadas do mundo.
Os contratos de juros futuros (que estimam a evolução da taxa Selic nos próximos anos) fecharam em forte queda, com os investidores precificando o maior controle dos gastos públicos em um eventual novo governo.
No dia 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano. Com exceção dos contratos de curto prazo, os juros futuros passaram a ser negociados abaixo de 13%.




