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A direita paulista deixou as brigas de lado a tempo de conquistar as duas vagas no Senado. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) venceram a eleição deste domingo (4), deixando Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) de fora.
O resultado é uma derrota amarga para Lula no maior colégio eleitoral do país, onde o presidente apostou em duas ministras de seu governo.
A direita, no entanto, também teve seus atritos. Ricardo Salles (NOVO) atacava Prado e tentava fazer dobradinha com Derrite. O ex-secretário da Segurança Pública chegou a dizer que votaria em Salles “um milhão de vezes”, mas escolheria Prado por lealdade ao grupo de Tarcísio.
No último dia 28, Salles desistiu e pediu votos para os dois. O risco de dividir a direita e favorecer as duas aliadas de Lula falou mais alto que as diferenças.
Portanto, não seria exagero dizer que essa desistência ajudou a garantir a vitória de Derrite e Prado — ou, pelo menos, a torná-la mais folgada.
Derrite levou para a campanha sua atuação na segurança pública e o discurso de combate ao crime. Prado, presidente da Assembleia Legislativa paulista, contou com sua rede de alianças e o apoio da direção do PL.
Para Lula, a derrota pesa principalmente pelo perfil das candidatas, afinal Tebet e Marina poderiam atrair eleitores além da base petista: a primeira pelo discurso de centro e pela oposição a Lula na eleição de 2022 e a segunda pela trajetória ligada à defesa do meio ambiente e pelas críticas que já fez ao PT.




