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Reeleito no primeiro turno no último domingo (4) com 62,65% dos votos válidos, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem duas promessas de destaque para o segundo mandato em São Paulo: a construção de dez novos presídios e a ampliação das escolas cívico-militares na rede estadual. O novo mandato começa em 6 de janeiro de 2027.
Em entrevista à Gazeta do Povo, a coordenadora do plano de governo da campanha, Natália Resende, afirmou que a localização dos presídios está sendo definida com os municípios e que a expansão das escolas cívico-militares terá a participação da comunidade escolar e das prefeituras.
Apelidada de "supersecretária", Resende comanda desde 2023 a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), que concentra saneamento, energia, transportes e recursos hídricos. Ela é apontada como uma das principais responsáveis técnicas pela desestatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O plano que ela coordenou tem dez eixos, chamados de trilhas, reunidos sob a "trilha da prosperidade". Questionada sobre a principal bandeira dos próximos quatro anos, Resende não elegeu uma única área e citou segurança, saúde, educação e mulheres como destaques. "A palavra-chave é pessoas no centro, desde a primeira infância até o envelhecimento ativo", disse.
Segundo mandato de Tarcísio prevê dez presídios no padrão de Aguaí
A promessa dos presídios foi feita pelo próprio Tarcísio em entrevista ao SP1, da TV Globo, durante a campanha, em setembro. Segundo Resende, as novas unidades devem seguir o perfil da penitenciária entregue em Aguaí, no interior do estado. Outras unidades concluídas estão em início de operação.
"A gente está vendo exatamente as localizações, a gente está vendo isso junto com os municípios também", disse a secretária. Ela citou o monitoramento e a integração com as forças policiais como foco tecnológico das unidades para conseguir, de fato, ter uma inteligência integrada com os profissionais que trabalham dentro dos presídios.
A unidade de Aguaí e as que estão em fase final foram contratadas por meio da lei de licitações. Para as dez novas, o governo avalia qual formato garante mais eficiência, segundo Resende. O plano também prevê que, em casos de calamidade ou desastre, os presos prestem serviços aos municípios que recebem as unidades.
Na segurança pública, eixo que abre o plano, a principal novidade é um Centro de Inovação e Inteligência, que vai reunir as polícias Civil e Militar, as guardas municipais, a Defesa Civil e o sistema prisional. O plano prevê ainda ampliação do sistema de videomonitoramento - voltado ao controle da mobilidade criminal e ao reforço da segurança pública - aos 645 municípios e chegar a 160 mil câmeras e sensores até o fim de 2027.
Plano de Tarcísio amplia escolas cívico-militares e ensino integral
O programa estadual de escolas cívico-militares começou a funcionar neste ano letivo em 100 escolas. A ampliação será oferecida como opção às comunidades escolares, e o número de novas unidades será definido com as famílias e as prefeituras. No modelo, os professores seguem responsáveis pelo ensino, e os militares ficam com a parte cívica, ligada à disciplina.
No ensino integral, a meta é passar das atuais 2.470 escolas em tempo integral para 3 mil, com mais de 35 mil novas vagas nas chamadas Escolas do Futuro, de acordo com a secretária. O plano também prevê chegar a 90% das crianças alfabetizadas na idade certa até o fim do mandato.
Outra meta é elevar de 45% para 60% a participação no ensino técnico profissionalizante. Resende citou ainda o pacto pela matemática como uma das apostas da gestão para melhorar a aprendizagem dos alunos da rede estadual.
Parcerias e saneamento seguem como base do segundo mandato de Tarcísio
As parcerias com a iniciativa privada continuam no centro da estratégia de infraestrutura. Segundo Resende, o eixo integra infraestrutura social e ambiental, trilhos, mobilidade e logística em uma mesma rede, com a expansão de metrô, de VLTs e de trens intercidades.
A principal frente é o saneamento básico. A Sabesp foi desestatizada em julho de 2024, numa oferta de R$ 14,8 bilhões, e tem o compromisso de investir cerca de R$ 70 bilhões até 2029 para universalizar o acesso à água e ao esgoto. O plano de governo prevê também a despoluição do Rio Tietê.
No debate da Band, em agosto, Tarcísio defendeu as parcerias também para a construção de novas escolas, sob o argumento de que o modelo é adotado quando é preciso ampliar investimentos e melhorar serviços.








