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O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou nesta segunda-feira (5) apoio ao candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2026. O senador disputa o pleito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, disse o ex-mandatário nas redes sociais.
Temer foi o responsável pela indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, considerado pela direita como algoz do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma das principais bandeiras do senador é o impeachment do ministro.
Em meio ao embate entre Moraes e o ministro André Mendonça, Temer disse ter aconselhado seu indicado a conversar com o colega de Corte, apontando que "qualquer solução litigiosa, digamos assim, que o Supremo venha a dar será péssima para o país". Contudo, o impasse entre os ministros continua.
Em entrevista ao jornal O Globo após o anúncio do apoio a Flávio, o ex-presidente revelou seu incômodo por ser tachado como “golpista” pela esquerda desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de quem era vice.
“Na sua concepção, se você fosse presidente chamado de golpista pelo outro lado e permanentemente o PT inteiro te chamando de golpista, qual seria sua posição?”, disse Temer. O MDB não anunciou ainda quem apoiará no segundo turno do pleito.
Nas redes sociais, ele reforçou que o primeiro turno demonstrou o desejo de mudança da população brasileira. “As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança. Quer atenção e respeito. Quem entendeu isso foi reeleito. Com os demais, deu-se a renovação”, enfatizou.




