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"Vai acabar quando terminar"

Gilmar Mendes defende que inquérito das fake news continue “pelo menos até as eleições”

Ministro disse que investigação conduzida por Moraes "vai acabar quando terminar".
Ministro disse que investigação conduzida por Moraes "vai acabar quando terminar". (Foto: Victor Piemonte/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu a continuidade do inquérito das fake news, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, "pelo menos até as eleições". A declaração ocorreu em entrevista ao Jornal da Globo nesta quarta-feira (22).

"Eu acho que foi um momento importante o Supremo ter aberto o inquérito e mantê-lo pelo menos até as eleições, acho que é relevante", disse o ministro.

Em outro momento, o ministro ainda opinou que o inquérito, que já dura sete anos, "continua necessário" e que "vai acabar quando terminar", uma vez que "o tribunal tem sido vilipendiado".

Gilmar citou como exemplo do suposto vilipêndio o pedido de indiciamento do relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) contra ele, Moraes e Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, o que chamou de "covardia". "Isso pode ser deixado assim? Acho que não. É preciso que haja resposta", completou.

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Ex-governador postou vídeo satírico sobre ministros. Pedido para inclusão no inquérito das fake news foi enviado por Moraes a Gonet. Ex-governador postou vídeo satírico sobre ministros. Pedido para inclusão no inquérito das fake news foi enviado por Moraes a Gonet. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

O ministro decidiu falar com a imprensa após pedir que Moraes inclua o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news. O motivo é um vídeo em que bonecos representam os magistrados, em um diálogo que menciona o resort Tayayá, envolvido na polêmica da relação entre Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

De acordo com Gilmar, o vídeo usa "sofisticada edição profissional" para "travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal". Para ele, Zema "tenta sapatear" por conta da proximidade das eleições, uma vez que é pré-candidato à Presidência.

"Uma linguagem muito pouco própria. Ele fala uma língua próxima do português, mas que é entendida como ofensiva, e isso precisa ser aferido", completou.

Na entrevista, o ministro advertiu que "não podemos fazer esse tipo de brincadeira" e voltou a citar liminares que suspenderam a dívida pública de Minas Gerais com a União.

Questionado pela jornalista Renata Lo Prete se isso não seria uma espécie de "cobrança de dívida" em torno do que é, na verdade, obrigação da Corte, o ministro negou: "Estou só chamando a atenção para o fato de que as pessoas vêm ao tribunal, se socorrem do tribunal e depois fazem esse tipo de sapateado, o que não me parece uma postura eticamente correta".

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