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No programa Última Análise desta quinta-feira (20), os convidados falaram a respeito do suposto esquema, envolvendo Fabio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", para vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde com dispensa de licitação. A transação pretendida totalizaria R$ 626 milhões, com o filho do petista extraindo um lucro estimado de 20%, ou seja, quase R$ 120 milhões em benesses.
"O episódio já estava na antessala do presidente e agora está dentro do gabinete. Lula que tem que dar uma satisfação e responder. Afinal, um esquema assim é algo republicano? A situação do petista está muito mais complicada do que parece", afirma o escritor Francisco Escorsim.
Em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF), conversas revelam pagamentos fracionados da lobista e amiga íntima de Lulinha, Roberta Luchsinger, para ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola".
"As evidências estão cada vez mais cristalinas e envolvem de forma direta o filho do presidente e o núcleo decisório da presidência da República. Não se trata mais de 'alguém que disse', mas de uma relação direta entre os personagens", diz o professor da FGV, Daniel Vargas.
A manobra da PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o envio do inquérito de Lulinha para a primeira instância, alegando falta de foro privilegiado. Coincidentemente, a movimentação ocorreu pouco depois de uma reunião do presidente com o advogado do filho, Marco Aurélio de Carvalho.
"O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, atua como se fosse um ministro do governo de Lula. É preciso deixar claro que, por exemplo, os envolvidos no 8 de Janeiro foram processados no STF, mesmo sem qualquer prerrogativa de foro", lembra o jurista Enio Viterbo.
O consórcio do STF
O episódio revela novamente que o Judiciário parece agir de maneira política e ignora a técnica jurídica. Segundo Vargas, "estamos falando de um problema maior. Agora, não se trata apenas da politização da justiça, mas da captura do Poder Judiciário para defender um grupo político ordenado no Brasil".
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



