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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo que reúne informações financeiras de pessoas e empresas relacionadas à investigação do Banco Master.
Em março, a Polícia Federal solicitou acesso a relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que estavam retidos por mencionarem pessoas com foro privilegiado no STF ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, quer saber se o ministro André Mendonça, que relatava o caso Master, deu andamento ao pedido feito pela PF.
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Chateaubriand afirmou que a PGR só tomou conhecimento do conteúdo da representação da PF após a retirada do sigilo decretada por Fachin. De acordo com ele, o Ministério Público Federal (MPF) não foi consultado e não emitiu parecer sobre o pedido formulado pela autoridade policial ao Coaf.
Em razão da falta de registros de andamentos posteriores nos autos tornados públicos, a PGR pediu ao relator que confirme se efetivamente não houve qualquer decisão judicial sobre a representação da PF e que esclareça, na hipótese de ter havido deferimento do pedido, se o material relativo ao Coaf já se encontra disponível para a consulta dos demais ministros do STF.
A nova manifestação da PGR é mais um capítulo da guerra de ofícios que tomou conta do STF após Mendonça retirar o sigilo do caso Master. Nesta terça (15), a Corte analisará o relatório da PF, tornado público por Mendonça, que revelou trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master.




