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Olavo de Carvalho e Jair Messias Bolsonaro foram os grandes vencedores desta eleição. Olavo previu, com muitos anos de antecedência, o derretimento da esquerda brasileira e abriu os olhos do país para o pesadelo chamado teatro das tesouras. Jair foi vitorioso mesmo preso, incomunicável e proibido de falar com os próprios filhos. Espero que Jair seja libertado em breve, e que Olavo seja escolhido como patrono da educação brasileira ao lado do Padre José de Anchieta, desbancando o maoísta Paulo Freire.
Acompanho a política nacional há 40 anos e digo sem medo de errar: o que aconteceu neste domingo foi a maior humilhação da esquerda brasileira desde a “redemocratização”. Foi pior, muito pior, que as derrotas para Collor e para FHC (mesmo porque, como sabemos, FHC era apenas a outra perna da tesoura esquerdista).
O que mais me causou admiração e (não vou negar) júbilo nos resultados de ontem foi a lista de políticos esquerdistas sumariamente demitidos pela população. São personagens que nos últimos 8 anos participaram, por ação ou omissão, de todos os desmandos, abusos e crimes cometidos pelo regime luloalexandrino:
Randolfe Rodrigues foi demitido pelo povo.
Renan Calheiros foi demitido pelo povo.
Marina Silva foi demitida pelo povo.
Soraya Thronicke foi demitida pelo povo.
Gleisi Hoffmann foi demitida pelo povo.
Benedita da Silva foi demitida pelo povo.
Eliziane Gama foi demitida pelo povo.
Fernando Haddad foi demitido pelo povo.
Manuela D’Ávila foi demitida pelo povo.
Paulo Pimenta foi demitido pelo povo.
José Dirceu foi demitido pelo povo.
Delúbio Soares foi demitido pelo povo.
Jean Wyllys foi demitido pelo povo.
André Vargas foi demitido pelo povo.
Jorge Viana foi demitido pelo povo.
Ciro Nogueira foi demitido pelo povo.
Beto Richa foi demitido pelo povo.
Rachel Sheherazade foi demitida pelo povo.
Thiago Ávila foi demitido pelo povo.
João Campos foi demitido pelo povo.
Leila do Vôlei foi demitida pelo povo.
Erika Kokay foi demitida pelo povo.
Ontem, Lula se reuniu com vários dos integrantes da lista acima (que está longe de ser exaustiva) numa das cenas mais melancólicas da política brasileira contemporânea. Ele tem experiência e idade para saber que também foi demitido pelo povo e que seu infame reinado vai acabar.
A não ser que a Gangue dos Quatro dê o golpe para não ser demitida também.
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Paulo Briguet é escritor, jornalista, palestrante e professor de literatura. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias de comunicação no Paraná. Foi colunista da Folha de Londrina e editor-chefe do jornal Brasil Sem Medo. Publicou diversos livros, dentre eles: “Nossa Senhora dos Ateus”, "Coração de mãe", “O Mínimo sobre Distopias” e “Diário de Moby Dick”. Já escreveu mais de 2 mil crônicas. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



