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Roberto Motta

Roberto Motta

Totalitarismo

O Fantasma da Extrema-Direita Inexistente

Os regimes tradicionalmente chamados de “extrema-direita” – fascismo e nazismo – são sistemas totalitários ultraviolentos, coletivistas e adoradores do Estado. Isso representa uma oposição completa ao ideário dos conservadores, (Foto: Imagem criada utilizando Open AI/Gazeta do Povo)

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Desde os tempos de Stálin, sempre que está em desvantagem, a esquerda recorre ao mesmo truque de chamar seus oponentes de fascistas. A mensagem da esquerda é simples: só ela pode vencer eleições. A vitória de qualquer outra força política é uma ameaça antidemocrática.

A esquerda chama a oposição de fascista. Foi o que o grande líder do PT fez nos últimos dias. Mas, se você conferir a definição de fascismo, verificará que ela nada tem a ver com as ideias defendidas pela direita do Brasil. Absolutamente nada.

Ontem, ao passar acidentalmente na frente de uma televisão ligada no maior canal de TV, ouvi uma jornalista falando do perigo representado pela possibilidade de a extrema direita chegar ao poder. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informação e bom senso constata que não existe nenhuma força política organizada no Brasil que possa ser chamada de extrema direita. Mas existem pelo menos seis partidos de extrema-esquerda (PCO, PSTU, UP, PCB, PCdoB e PSOL).

“Fascista” e “extrema-direita” são as expressões que a esquerda e seus parceiros usam para se referir aos seus opositores. Qualquer um deles.

Comunistas e fascistas têm a mesma natureza e pertencem, juntos, ao lixo da história

Mas, na verdade, fascismo é uma ideologia irmã do comunismo/socialismo.  Regimes comunistas e fascistas têm muito em comum: glorificação do Estado, desprezo pelos direitos individuais, sujeição da propriedade à conveniência do Estado, partido único ou hegemônico e uso da violência – campos de concentração, tortura, tribunais de exceção e assassinato de opositores – como instrumento de ação política.

O objetivo permanente tanto de comunistas quanto de fascistas é conquistar e manter o monopólio do poder.

O confronto entre comunismo e fascismo não é um conflito entre ideologias opostas, mas uma disputa entre concorrentes.

Fascismo não é o oposto do comunismo. Fascismo é outra ideologia totalitária e coletivista que compete com o comunismo pelo controle do Estado e pela dominação da sociedade. É um fato histórico a aliança entre comunistas soviéticos e nazistas alemães, formada antes da Segunda Guerra Mundial, através do pacto Ribbentrop-Molotov. Comunistas e nazistas dividiram a Europa. O pacto foi violado pela Alemanha. Se dependesse dos comunistas, a aliança com os nazistas teria continuado.

Há apenas três diferenças entre o fascismo e o comunismo. O fascismo se define em termos nacionais, enquanto o comunismo tem caráter internacionalista. A segunda diferença é que, enquanto o comunismo divide a sociedade em classes econômicas em conflito, para os fascistas as divisões importantes são étnico/raciais. A última diferença é o tratamento dado à economia. Os comunistas defendem o planejamento econômico centralizado e a estatização completa da economia; o Estado deve ser dono de todas as empresas. Os fascistas, embora também defendam o controle da economia pelo Estado, preferem a propriedade privada subordinada ao Estado.

Comunistas e fascistas têm a mesma natureza e pertencem, juntos, ao lixo da história.

Os regimes tradicionalmente chamados de “extrema-direita” – fascismo e nazismo – são sistemas totalitários ultraviolentos, coletivistas e adoradores do Estado. Isso representa uma oposição completa ao ideário dos conservadores, liberais e libertários que formam a direita. Como se podem chamar de “extrema-direita” ideologias que não têm nada a ver com as ideias da direita?

Segundo vários autores, como Stephen Hicks, o fascismo deve ser classificado como uma ideologia de extrema-esquerda por seu caráter coletivista e pela supremacia que reivindica para o Estado. Essa também é a visão da escritora Susan Sontag, quando diz que “o comunismo é, em si, uma variante, a variante mais bem-sucedida, do fascismo. Fascismo com rosto humano”.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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