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“Joia da República”

Discípulo diz que “Brasil merece” candidatura de Dino a presidente da República

O discípulo de Dino, Felipe Camarão, e o presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República)

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Discípulo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino no Maranhão, o vice-governador do estado, Felipe Camarão, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que torce por uma futura candidatura dele à Presidência da República após o fim da trajetória na Corte. Professor de Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), assim como seu mestre, Camarão declarou que "o Brasil merece" tê-lo como presidente e destacou a falta que o ex-governador faz na política.

Para Camarão, Flávio Dino é "uma joia da República que tem que ser preservada" e cumprirá um papel fundamental no STF antes de um eventual retorno à vida eleitoral.

A trajetória política de Felipe Camarão está diretamente ligada à de Dino, acumulando sucessivas nomeações no governo maranhense a partir de 2015. Em 2022, após ser eleito senador, Dino se mudou para Brasília, assumindo posteriormente o Ministério da Justiça e, por fim, a vaga no STF.

Camarão permaneceu no estado e acabou no centro do rompimento político entre o atual governador, Carlos Brandão, e seu antigo aliado. A disputa escalou quando Dino, no Supremo, relatou investigações de um caso de assassinato com prerrogativa de foro que culminaram no afastamento do sobrinho de Brandão no Tribunal de Contas do Estado (TCE) — medida contestada pela defesa do governador sob a alegação de "usurpação de competência".

Camarão argumentou que Dino deve continuar proferindo decisões nesses processos porque "o muro ético-moral dele é enorme", reforçando que, se ele estivesse "fazendo política com a toga, já teria afastado o próprio Brandão há tempos". Em meio ao acirramento da crise local, o governador chegou a acionar o Ministério Público Estadual pedindo o afastamento do próprio vice, pleito que foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Como reflexo do rompimento, Brandão optou por permanecer no cargo até o fim do mandato em vez de renunciar para abrir espaço a Camarão, lançando seu sobrinho, Orleans Brandão, como sucessor e deixando o pupilo de Dino em posição desfavorável nas pesquisas eleitorais.

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