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O Brasil amanheceu mais uma vez com o Supremo Tribunal Federal (STF) transformado em palco de faroeste institucional. André Mendonça partiu para cima de Alexandre de Moraes e do eterno inquérito das Fake News – aquela investigação que já dura mais de sete anos e serve menos para apurar crimes reais do que para amedrontar adversários.
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Mendonça pediu acesso integral aos autos após ser incluído nele por Moraes, jogada de mestre, e demandou o arquivamento da representação vingativa do colega e até a apuração de denunciação caluniosa e abuso de autoridade. Em seu despacho, denunciou os “relatórios apócrifos” que, no fundo, não passam de “dossiê confeccionado com desvio de finalidade para ser usado como peça de intimidação”. Apertando a tecla SAP: arapongagem.
A ala podre do STF, a ala lulista, está em desespero. Inventam conexão de sexto grau: Mendonça pegou um Uber em 2016 cujo motorista era primo do irmão do empregado do amigo de Vorcaro? Pronto! Qualquer coisa serve para embaralhar o jogo e proteger o ministro corrupto que tinha contrato de milhões com o banqueiro para lhe prestar consultoria criminosa. Enquanto isso, descobre-se que o advogado de Vorcaro informara que Lula teria aceitado um novo encontro com o banqueiro. Lula sempre na cena do crime. Sempre.
Mendonça fez o que poucos ousam: enfrentou o dono do inquérito eterno. Se o plenário tiver um mínimo de decência, o pedido de investigação por vingança cai. Se não tiver, o recado estará dado: no Brasil de 2026, alguns ministros continuam acima da lei. Os intocáveis!
Cristiano Zanin, que nunca deixou de ser o advogado do presidente, negou liminar para obrigar Davi Alcolumbre a instalar a CPI do Banco Master. O requerimento tem assinaturas de sobra, fato determinado e prazo. Mas o presidente do Senado, como Pacheco antes dele, simplesmente senta em cima. Esse poder descabido de um só homem travar a vontade de um terço da Casa precisa ser revisto numa reforma política de verdade. Sem isso, o Congresso vira decoração.
Mesmo com todo esse esforço supremo, o clima no Globo já diz tudo. A turma que durante anos tratou Moraes como herói da democracia agora se contorce para relativizar mensagens, relatórios clandestinos da PF e o uso do inquérito como arma política. Militantes disfarçados de jornalistas fazem o trabalho sujo de sempre: proteger o esquema e atacar quem ousa cutucar o vespeiro.
Não obstante, duas colunas no jornal revelam a verdadeira causa do temor: “Não será surpresa se eleição acabar dia 4 com vitória da oposição”, assina Maurício Moura, e “Após negação, Lula parece entender risco de derrota”, diz Vera Magalhães. Lula derrete, Flávio avança.
No meio dessa guerra institucional, o eleitor ainda tem que engolir o circo paralelo. Nando Moura detonou o MBL no Flow e a direita mais uma vez se divide entre quem quer o espetáculo e quem entende que briga de ego não substitui estratégia. Posso torcer pela briga? Até posso. Mas o país precisa de mais do que entretenimento. A tal “terceira via” sonhada por muitos derreteu.
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O termômetro mesmo está nas pesquisas e no nervosismo do Planalto. O antipetismo segue vivo e forte no país. Vários nomes empatam com Lula no segundo turno. O eleitor de direita já calcula voto útil. O Centrão observa. Diz manchete no Globo: “Campanha de Lula vê dificuldades em conter apoio do Centrão a Flávio no segundo turno e busca dissidências nos estados”.
No fundo, o que se vê é o mesmo padrão: um sistema que protege os seus, usa o aparato estatal contra quem investiga e conta com a mídia para lavar a narrativa. Mendonça fez o que poucos ousam: enfrentou o dono do inquérito eterno. Se o plenário tiver um mínimo de decência, o pedido de investigação por vingança cai. Se não tiver, o recado estará dado: no Brasil de 2026, alguns ministros continuam acima da lei. Os intocáveis!
A democracia liberal não sobrevive quando o Supremo vira partido, o Senado vira obstáculo e o presidente da República aparece sempre no entorno de esquemas corruptos. Ou o país enfrenta essa captura de instituições, ou segue fingindo que o problema é Fake News de conservadores...
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Rodrigo Constantino é economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja, O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




